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Usuários precisam ter atendimento de qualidade pelo SUS, diz presidente do CRP

Usuários precisam ter atendimento de qualidade pelo SUS, diz presidente do CRP

24 de Maio de 2012
A defesa de um posicionamento político do tratamento ao usuário de crack e outras drogas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse foi um dos posicionamentos defendidos pela presidente do Conselho Regional de Psicologia da 18ª Região de Mato Grosso (CRP 18/MT), Maria Aparecida de Amorim Fernandes, durante mesa-redonda no “Simpósio de Enfrentamento do Crack e outras drogas: desafios e possibilidades”, hoje (24) de manhã, no auditório do Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
Maria Aparecida Fernandes discorreu sobre a visão dos Conselhos e associações de Psicologia sobre o tratamento de usuários de crack e outras drogas. “É necessário que sejam estabelecidas e colocadas em prática políticas governamentais para fortalecer os mecanismos de assistência do SUS”, declarou.
A presidente do CRP 18/MT disse ainda que o Conselho é contra as ações de “limpeza” e “higienização” feitas nas “cracolândias” de cidades como São Paulo, por exemplo, onde os usuários foram recolhidos das ruas por policiais. “Nós entendemos isso como uma relação arbitrária e fora do propósito do enfrentamento, que deve ser feito de forma científica”.
Ela disse também que estudos epidemiológicos apontam que o crack não é o problema mais grave quando se trata de usuários de drogas, e sim, o álcool. “Apesar de haver uma campanha muito forte contra o crack, e reconhecemos a necessidade de fazer isso, o que mais tem causado preocupação é o álcool, que é uma droga legalizada”, destacou.
O número insuficiente de Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS AD) também foi alvo de críticas por parte da presidente do CRP 18/MT. Em Cuiabá, há apenas duas unidades – uma para adultos e outro para adolescentes –, sendo que o ideal seria de quatro a cinco.
Maria Aparecida Fernandes disse que o conselho é a favor da instalação de consultórios de rua, espécie de ambulatório móvel para atender pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. 
 
 
Fonte: Pau e Prosa Comunicação