CRPMT participa do 1º Fórum Nacional de Psicólogas(os) Negras(os)

CRPMT participa do 1º Fórum Nacional de Psicólogas(os) Negras(os)

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O Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso (CRPMT) participou do 1º Fórum Nacional de Psicólogas(os) Negras(os), realizado pela Articulação Nacional de Psicólogas(os) Negras(os) e Pesquisadoras(es) – ANPSINE - no dia 14 de setembro, em Recife (PE). O evento, que ocorreu dentro do XII Congresso Nacional de Pesquisadoras(es) Negras(os) – COPENE, buscou debater uma agenda política da saúde mental e de enfretamento às violências raciais no escopo da atuação da Psicologia.

O CRPMT foi representado pela conselheira Tatiane da Costa Correa, da Comissão de Relações Étnico-raciais na psicologia, que ressalta a relevância dos temas discutidos para as(os) profissionais da Psicologia em relação as questões raciais. “Entre eles estão: o lugar da Psicologia no enfretamento do racismo; ações afirmativas e formação em Psicologia e processo de cuidado e enfretamento do racismo religioso”, exemplifica.

Segundo ela, o evento foi de suma importância para que as(os) profissionais saibam o compromisso que cada um tem em relação à luta por uma Psicologia Antirracista e as mobilizações que precisam ser feitas para que se tenha uma sociedade mais justa, igualitária e menos desigual para a população negra, assim como a defesa da vida e da saúde mental dessa população, enfatizando o direito à vida.

“A participação dos CRPs nesses eventos visa fortalecer o compromisso que os mesmos têm no enfretamento do racismo, promovendo discussão sobre a temática e o exercício profissional da Psicologia frente à população negra. Também é importante enfatizar que os Conselhos devem proporcionar uma agenda onde a Psicologia e as relações raciais fossem inseridas nos debates políticos do fazer profissional da categoria”, frisa. Essa temática, continua Tatiane, deve ser discutida dentro das comissões e também com a graduação, “pois percebemos que esse tema é pouco discutido e isso reforça que a população assistida por essas(es) profissionais seja afetada pelo preconceito racial, até mesmo em seus atendimentos, com reflexos em sua saúde mental”, finaliza.


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